Pode pôr provérbio e ditado popular na redação?

Tem professores de redação que falam que não pode escrever provérbios e ditados na redação. Será que eles estão certos? Quando não pode, e quando pode? A gente tá aqui pra responder!

o que nao pode por na redacao

Você já deve ter lido em outros posts nossos que não existe esse negócio de “não pode pôr na redação”.

Ponha o que você quiser, mas treine para sentir o efeito e ver se é o adequado.

Depois de escrever o que você quer, aí sim releia em voz ALTA e decida se ficou bom, o que não ficou, etc.

Provérbios e ditos eram muito usados num passado recente por alunos em suas redações escolares.

Talvez porque não achassem que tinham boas ideias, então usavam ideias prontas… e a tradição é que os provérbios e ditos populares revelavam uma verdade, um consenso.

Hoje a coisa está um pouco diferente: nas provas das Universidades públicas várias vezes há provérbios como parte de questões de interpretação ou mesmo na redação e… os alunos nem sabem bem o que é um provérbio! 

Estes são provérbios e ditos populares:

  • À noite todos os gatos são pardos.
  • De médico e de louco todo mundo tem um pouco.
  • Em terra de cego, quem tem um olho é rei (esse já foi até proposta de redação da Fuvest!)

Tanto em vestibulares quanto em concurso público, você pode usar provérbio ou ditado popular se achar que tem tudo a ver com o que você está falando.

Se for só pra fazer uma chave-de-ouro no final … mmmm… esquece! Enfeite pega muito mal em provas assim…

Mas vamos repetir: só use provérbios e ditados se você está treinando redação.

Se você não está, nem pretende treinar, não inclua nenhum dos dois porque o risco de ele não estar combinando com suas ideias é grande.

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